
Transcrevo na integra o texto do blog do Marcelo Coelho sobre a capa da ultima Veja. Muito embora não concorde com o que ele escreveu. Acho sim a Veja muito deficiente na forma como se propõe a fazer jornalismo, porém existem posicionamentos que, quando não estão imbuídos de um claro objetivo de manipular ideologicamente, são saudáveis, e dignos de mérito.
Mas meu objetivo ao colocar o texto é apenas a reflexão dos leitores, e que cada um tire suas próprias conclusões, pois quem gosta de opiniões prontas é porque já aposentou o cérebro.
"Foram eles"
Quem vê a capa da revista “Veja” desta semana lê primeiro a frase, em letras enormes: FORAM ELES. Em seguida, se ainda estiver olhando a primeira página e não tiver corrido para ler a matéria interna, encontrará escrito em amarelo, em tamanho bem menor: “Para a polícia, não há mais dúvidas sobre a morte de Isabella”.
É uma forma ruim e perigosa de fazer jornalismo. “Veja” parece endossar a acusação da polícia, enquanto se registra uma fúria popular desenfreada contra o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Certo, não há nenhum indício de uma “terceira pessoa” no caso. Ainda que sejam de 99% as possibilidades de eles terem matado a pequena Isabella, o 1% que resta possui, a meu ver, um peso equivalente se quisermos evitar mais uma injustiça jornalística do gênero Escola Base ou Bar Bodega.
Se a revista dispusesse de alguma informação exclusiva que, em tese, encerrasse defintivamente as dúvidas sobre o caso, poderia investir com mais autoridade nesse tipo de enfoque. Não custava adotar um mínimo de sobriedade nessa cobertura.
Não acredito que seja apenas para “vender revista” no sentido mais primário da expressão, corrente nos que acusam o sensacionalismo da imprensa em geral.
Acho que “Veja” quer, mais uma vez, poupar do leitor o trabalho da dúvida –e assumir, por si mesma, a missão de guiar a opinião pública naquilo que acha certo. Editorializar um escândalo político ainda vai. Mas um caso de crime familiar já envolve atitudes que nem mesmo a ideologia e o partidarismo explicam.
Mas meu objetivo ao colocar o texto é apenas a reflexão dos leitores, e que cada um tire suas próprias conclusões, pois quem gosta de opiniões prontas é porque já aposentou o cérebro.
"Foram eles"
Quem vê a capa da revista “Veja” desta semana lê primeiro a frase, em letras enormes: FORAM ELES. Em seguida, se ainda estiver olhando a primeira página e não tiver corrido para ler a matéria interna, encontrará escrito em amarelo, em tamanho bem menor: “Para a polícia, não há mais dúvidas sobre a morte de Isabella”.
É uma forma ruim e perigosa de fazer jornalismo. “Veja” parece endossar a acusação da polícia, enquanto se registra uma fúria popular desenfreada contra o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Certo, não há nenhum indício de uma “terceira pessoa” no caso. Ainda que sejam de 99% as possibilidades de eles terem matado a pequena Isabella, o 1% que resta possui, a meu ver, um peso equivalente se quisermos evitar mais uma injustiça jornalística do gênero Escola Base ou Bar Bodega.
Se a revista dispusesse de alguma informação exclusiva que, em tese, encerrasse defintivamente as dúvidas sobre o caso, poderia investir com mais autoridade nesse tipo de enfoque. Não custava adotar um mínimo de sobriedade nessa cobertura.
Não acredito que seja apenas para “vender revista” no sentido mais primário da expressão, corrente nos que acusam o sensacionalismo da imprensa em geral.
Acho que “Veja” quer, mais uma vez, poupar do leitor o trabalho da dúvida –e assumir, por si mesma, a missão de guiar a opinião pública naquilo que acha certo. Editorializar um escândalo político ainda vai. Mas um caso de crime familiar já envolve atitudes que nem mesmo a ideologia e o partidarismo explicam.
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