7 de mai. de 2008

Mais do mesmo: crítica ao cinema de Florianópolis


Estou preparando um trabalho da faculdade sobre o jornal Zero Hora do Rio Grande do Sul. Todos os dias deixo R$ 2.50 na revistaria próxima de casa para que eu possa adquirir este jornal e estudar suas inclinações ideológicas.

Mas hoje tive a infeliz idéia de olhar a programação de cinema do jornal em questão. A primeira pergunta que me veio à cabeça foi: porque estes filmes que estão passando em Porto Alegre não estão passando em Florianópolis?

Vários filmes que estou curioso para ver, eu conseguiria ver caso estivesse lá, e não consigo ver estando aqui, porque eles não estão passando em nenhuma das diversas salas de cinema da ilha. O filme “Homem de Ferro” ocupa , sozinho, umas 10 salas em Florianópolis.

Você, bairrista, já deve até ter pensado, “vai pra Porto Alegre gaúcho, não precisamos de mais pessoas ‘de fora’ morando na nossa ilha, e ainda por cima criticando”.

Vou embora sim, um dia desses, depois de formado, talvez muito influenciado pelas questões da pouca movimentação política e cultural da ilha. Mas o fato de eu (e mais diversos críticos) abandonar a ilha, não muda em nada a triste realidade cultural que está impregnada na capital catarinense, reduzindo, e muito, seu potencial como uma cidade referencia em qualidade de vida.

2 comentários:

Anônimo disse...

Exatamente Carmelo.... Bem Colocado. E quem tem o pouco alcance em pensar que tua crítica não tem fundamento, os bairristas, fiquem certos que a reclamação é legítima e revela uma realidade ruim para os manés que não tem alcance à oferta cultural que tanto Curitiba quanto Porto Alegre possuem. Curitiba tem 1.700.000hab e Porto Alegre 1.300.000hab. E como cinema é um negócio, indico que cada um dos menos de 600.000hab da ilha usufruam semanalmente de seus cinemas. Só aumentando a demanda se aumenta a oferta.

Rafael Rubim disse...

600 mil habitantes em Floripa?? Até onde sei Floripa não tem população superior a 380 mil.

Enfim, estou fazendo um curso de produção cultural em Porto Alegre e nesse tempo que estou aqui, estou seriamente pensando em não voltar mais para Floripa. Não que eu vá ficar aqui no RS, mas ja cogito ir para o sudeste, onde realmente as coisas com o que trabalho acontecem.

Abraços.